Salvos…

Salvos…

pelo Sobrenatural de Almeida!

Brasil e Haiti ficaram marcados na história pelo jogo de 2004, em Porto Príncipe, quando a seleção brasileira conseguiu o feito homérico de estancar uma guerra civil com a ponta das chuteiras. Em 2026, os dois selecionados voltaram a se enfrentar em uma Copa do Mundo. Mas a missão ali já não era pacificar o povo haitiano, mas a fúria da torcida brasileira.

A seleção verde e amarela, carregando nos ombros o peso sufocante do empate contra o Marrocos, iniciou a partida com uma vergonha visível. Buscou o ataque de forma sôfrega, esbarrando em um Haiti heróico que oferecia uma resistência de trincheira; ouso dizer que até competiam sem medo.

Até que, aos vinte minutos, o futebol deu lugar ao mistério. Após o rebote do goleiro caribenho, Matheus Cunha dividiu a bola na área. Foi um lance feio, rústico, porém a pelota acabou cruzando a linha das traves haitianas.

Um gol sobrenatural! Um gol legítimo do Sobrenatural de Almeida, como dizia Nelson Rodrigues. Não houve ali mérito tático do selecionado tupiniquim, mas sim a intervenção direta dos deuses do futebol, que decidiram poupar o Brasil de um vexame planetário. O gol desmoronou a resistência haitiana e a seleção ampliou o placar duas vezes.

No entanto, não nos iludamos. O Brasil de 2026 pratica um futebol de gravata, burocrático e cinzento, infinitamente menor do que a glória de suas cinco estrelas. Vencemos, é verdade, mas houve uma participação especial do Sobrenatural de Almeida.

Posts Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *